Herói. Todo aquele que fez o necessário quando ninguém mais tinha coragem de fazer

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ALFREDO GASPAR

Aconteceu em meados de novembro de 2014 em Guaxuma, bairro de Maceió-AL

O coordenador do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosa (Gecoc), Alfredo Gaspar de Mendonça, falou pela primeira vez, nesta quinta-feira (20), sobre a ação policial que resultou na morte de cinco suspeitos no bairro de Guaxuma, em Maceió. Ele disse que tem interesse nas investigações, mas que está do lado dos militares.

“Deixo meu cargo à disposição, deixo o Gecoc, mas jamais deixarei a defesa dos policiais porque os conheço e sei do equilíbrio e da eficiência deles no momento preciso”, afirmou o representante do Gecoc. 

O promotor, que estava de férias e retornou hoje a Alagoas, disse que conhece a postura dos policiais e que, por isso, eles têm o apoio integral do Gecoc.

“Não se pode fazer juízo de valor em detrimento de homens decentes e honrados que saem de casa para defender a sociedade contra cinco bandidos armados que saíram dispostos para matar e roubar. Eu estava de férias e recebi a notícia com muita preocupação. Eu acho que a investigação é válida e tem que acontecer, pois ninguém está acima da lei. Mas a postura do Gecoc é de apoio integral à ação policial”, destacou. 

Alfredo Gaspar de Mendonça afirmou ainda, durante entrevista nesta quinta-feira, que não procurou delegado e nenhuma outra autoridade responsável pelas investigações do caso. Segundo ele, a polícia que sai de casa para combater o crime merece o reconhecimento dele e da sociedade.

“Já passei por situações ao lado desses policiais e sei da ousadia dos criminosos. Mais do que ninguém eu quero a investigação, mas desde o primeiro momento eu estou ao lado dos policiais. Não procurei delegado, não procurei outras autoridades, mas quero que fique bem claro o recado: estou do lado da polícia do bem. Polícia que sai de casa para combater o crime merece ser aplaudida e prestigiada”, destacou. 

A Operação

A operação do Gecoc com o Bope aconteceu na tarde do último dia 4 de novembro, no bairro de Guaxuma, em Maceió. As cinco vítimas ainda chegaram a ser socorridas e levadas em estado grave para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra, mas não resistiram e chegaram mortas ao local.

O Gecoc e o Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) monitoravam os suspeitos há cerca de cinco meses. O bando teria programado um assalto a um imóvel onde o dono guardava R$ 200 mil dentro de um cofre, numa ação que contaria com a participação de sete pessoas. Para tentar executar o plano, os criminosos estavam com dois veículos a postos, um Corsa Classic preto, placa MUZ-5746, e uma moto CB 300, de cor amarela e placa não revelada.

O crime não chegou a ser executado porque, ao se aproximarem da casa, os acusados foram surpreendidos por militares do Batalhão de Operações Especiais. Ao serem interceptados, eles atiraram contra os veículos onde estavam os policiais. Houve troca de tiros e os acusados foram atingidos.

FONTE: http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia-old.php?c=382710&e=6

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