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Com o apoio de personalidades, ministério lança vídeo de combate ao suicídio e automutilação

O lançamento ocorreu durante o “Simpósio de Prevenção ao Suicídio e Automutilação”, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento fez alusão ao Dia Mundial para a Prevenção ao Suicídio.





Durante este mês – conhecido como Setembro Amarelo para a prevenção ao suicídio – o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) dá continuidade às ações da campanha “Acolha a Vida”. Nesta terça-feira (10), o órgão lançou mais um vídeo de combate à automutilação e suicídio. Participam da produção audiovisual a empresária e ativista Luiza Brunet, a atriz Regina Duarte, o velejador Lars Grael e o técnico de vôlei Bernardinho. Os participantes não receberam cachê.

O lançamento ocorreu durante o “Simpósio de Prevenção ao Suicídio e Automutilação”, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento fez alusão ao Dia Mundial para a Prevenção ao Suicídio.

“Precisamos de famílias unidas e toda a sociedade para o sucesso das ações. Precisamos entender essa explosão de casos de suicídio e automutilação. Nossas crianças, nossos jovens, estão em profunda dor. Por isso a importância de tirar este estigma de que quem está se cortando, impondo sofrimentos ao próprio corpo, está querendo apenas aparecer”, afirma a ministra Damares Alves.

No âmbito da campanha, Damares destaca que é extremamente necessário proporcionar um espaço seguro às pessoas que pensam em suicídio ou estão se autolesando. “Elas precisam conversar sobre o assunto, sem julgamentos. Isso faz a diferença”.

A ministra observa, ainda, que é indispensável buscar ajuda de profissionais da saúde mental para uma avaliação. “Vamos acolher. Não maltratem nem critiquem. Abracem, procurem ajuda. Para vocês que não sabem o que fazer, nós temos o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) aqui no ministério. Ligue para nós”, convida a ministra.

Vídeo

Para o técnico de vôlei Bernardinho, o acolhimento é essencial. “Eu, como professor, sei que o dia a dia na escola é muito corrido. Pode ser, até mesmo, estafante para o profissional da educação. Mas hoje eu queria chamar a atenção para outro fenômeno que está acontecendo nas muitas salas de aula – a automutilação.”

“Quem faz isso contra o próprio corpo não está querendo chamar a atenção. Pode ser o sinal de uma dor profunda que só vai sarar com acolhimento, atenção dos pais, da escola e com ajuda médica e psicológica. Em casos extremos, acione o serviço de emergência. Não demore. Pois, a criança ou adolescente pode estar em perigo. Se envolva, abrace, ame”, convida.

Dor

A empresária e ativista Luiza Brunet chama a atenção para o cuidado proveniente dos pais. “Quem tem filho como eu ou é responsável por cuidar de alguém tem sempre a mesma preocupação – se estão bem na escola, se estão bem alimentados, se estão se vestindo bem e se estão bem com os amigos. Mas pouca gente pode perceber que, atrás de uma rotina aparentemente normal, pode haver um profundo sofrimento. E esse sofrimento, essa dor, é capaz de levar a pessoa a cometer violência contra o seu próprio corpo. E até mesmo pôr fim à sua própria vida”, lamenta.

“Se você conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, não agrida, não se omita, ela não está fazendo isso para chamar a atenção. Acolha essa pessoa com amor e com carinho, depois encaminhe aos profissionais de saúde mental. Não demore, pois, a pessoa que você ama pode estar em perigo. Abrace! Envolva! Acolha a vida!”, completa Luiza Brunet.

Rotina

“É triste o que eu tenho para falar para você que me acompanha há tantos anos na tv. Se lembra como as coisas eram diferentes? Hoje está tudo tão mais simples, tão mais rápido, tão veloz, que às vezes a gente nem percebe que alguém do nosso lado está passando por dificuldade. Dificuldade, que pode levar essa pessoa a passar por sofrimento intenso, inclusive depressão”, observa a atriz Regina Duarte.

“E depressão não é só tristeza, desânimo. É uma doença clínica que pode levar a pessoa que a gente ama a praticar violência contra o próprio corpo. E às vezes a coisa fica tão mais grave que pode levar a pessoa a pensar ou mesmo tentar tirar a própria vida. Então, se você conhece alguém assim, que está dando sinais de tristeza profunda ou que tenha marcas de cor”, enfatiza a artista.

Internet

O velejador Lars Grael ressalta problemas referentes à má utilização das tecnologias. “A gente sabe que mudanças chegam e nos surpreendem, não é mesmo? A internet é uma dessas realidades. Já parou para pensar quantas horas você passa conectado? Hoje isso é tão normal, que eu mesmo não consigo imaginar nossas vidas sem isso. Tem muita coisa boa na internet. Mas, é bom a gente ficar atento, pois principalmente para as crianças e adolescentes esse mundo digital pode estar cheio de armadilhas.”

“Ative as opções de controle por faixa etária, converse e eduque sobre conteúdos adequados para a idade. Acompanhe as conversas pela internet pois, a privacidade do seu filho não vale mais que a segurança e o bem-estar dele. Existem pessoas muito mal-intencionadas, perversas mesmo, que induzem as crianças a comportamentos de risco. Mudanças repentinas de comportamento, isolamento e marcas de cortes pelo corpo ou outros ferimentos são sinais de que alguém que você tanto ama pode estar em perigo”, acrescenta.

O atleta finaliza com uma dica. “Procure ajuda dos profissionais de saúde mental e não se omita. Se flagrar esse tipo de situação chame a polícia. Se envolva, ame, abrace. Acolha a vida”, aconselha.

Campanha

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou a campanha “Acolha a Vida” em abril deste ano. A iniciativa visa prevenir suicídios e automutilação em todas as faixas etárias, especialmente crianças, adolescentes e jovens.

A ação conta com a consultoria do psicólogo especialista em Prevenção do Suicídio e doutorando da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Aragão, e do psiquiatra da Infância e da Adolescência do Hospital Universitário de Brasília (HUB), André Salles.

Simpósio

Palestrante no “Painel 4 – Projetos de prevenção e combate ao suicídio e automutilação”, durante o evento na Câmara a ministra também colocou em destaque demais ações do MMFDH referentes à temática. A atividade teve, ainda, a participação de secretários nacionais do ministério.

Entre os destaques, a Lei nº 13.819/2019 – Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. A norma prevê que a notificação compulsória deverá ter caráter sigiloso e vale para os casos de tentativa de suicídio e automutilação por estabelecimentos de saúde, segurança, escolas e conselhos tutelares.

Também foram enfatizadas as parcerias com a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP). A primeira visa a realização de seminários regionais e cooperações com o Legislativo. A segunda tem a proposta de capacitar o corpo docente e colaboradores para auxiliarem estudantes em situação de sofrimento.

Assista o vídeo:

Fonte: MINISTÉRIO DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS