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‘Somente operações de controle e fiscalização não resolverão o problema da Amazônia’, diz Salles

Ministro questiona qual seria o modelo econômico sustentável a ser implantado na região





RIO — Um dia após o anúncio de exoneração do físico Ricardo Galvão da diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) — que fez alertas sobre o avanço do desmatamento no Brasil — o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles publicou em seu twitter um vídeo no qual afirma que “operações de controle e fiscalização não resolverão o problema da Amazônia ” e questiona que tipo de modelo econômico sustentável os brasileiros querem implementar na região.

O ministro relembra que o tema do desmatamento ganhou notoriedade na imprensa e afirma que o governo Bolsonaro tem compromisso em combater o desmatamento ilegal. Salles ainda diz que a Amazônia é uma área rica em recursos naturais, mas povoada por uma população pobre. Ele finaliza enfatizando que estes são os desafios que a sociedade brasileira precisa enfrentar.

O crescimento do desmatamento na Amazônia apontado por dados do Inpe causou atrito entre o ministro do Ambiente e integrantes do instituto. Na quarta-feira (31), Salles criticou a forma como os índices medidos pelo sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) são interpretados e defendeu a criação de um novo sistema de monitoramento.

Segundo o Inpe, os alertas de desmatamento em junho atingiram 920,4 km². No mesmo mês em 2018, este índice foi de 488,4 km². Comparando ambos os dados, trata-se de um aumento de 88%.

Nesta quinta-feira (1º), Bolsonaro disse que não gostaria de fazer um “mau juízo” do diretor do Inpe, mas afirmou que a divulgação dos dados “está estranha”. Em julho, Bolsonaro questionou os dados que confirmavam um aumento na devastação na Amazônia. Na mesma ocasião, disse suspeitar que Galvão estaria “a serviço de alguma ONG”.

o Ministro do Meio Ambiente fala sobre qual modelo de desenvolvimento econômico sustentável que a sociedade brasileira quer para a Amazônia. Assista o vídeo:

Fonte: O GLOBO